terça-feira, 12 de março de 2013

Vivendo na caldeira de um vulcão


A cratera vulcânica é a parte mais visível de um vulcão. Basicamente, é uma ruptura da superfície por onde o magma sob alta pressão chega a atmosfera. Uma cratera pode ter grandes dimensões e ser muito profunda.


Por vezes acontece que na parte superior de muitos vulcões se formam depressões de dimensões muito maiores do que as dimensões das crateras, e que correspondem ao afundamento da parte central do vulcão, após fortes erupções em que grandes quantidades de magma são rapidamente expelidas, ficando um vazio na câmara magmática.  Estas depressões tomam o nome de caldeiras. Em alguns casos, essas regiões passam a ser ocupadas por uma grande variedade de animais e vegetais, ou pela própria sociedade.

Uma Arca de Noé esculpida em solo vulcânico

Ngorongoro  é a maior caldeira vulcânica inativa do mundo, com 18 quilômetros de diâmetro e área de 260 km2.  Localizada no norte da Tanzânia, entre o Monte Kilimanjaro (pico culminante da África, com 5 895 metros) e o Lago Vitória (o maior lago da África e um dos maiores do mundo), a caldeira faz parte da área de conservação ambiental de Ngorongoro, sendo uma parte das savanas africanas, com lagos, arbustos, pântanos e milhares de animais selvagens.


A caldeira de Ngorongoro surgiu há 2,5 milhões de anos, quando o vulcão que existia naquele local desabou. Esse vulcão tinha altura quase igual à do Monte Kilimanjaro. Seu interior, porém, era um tanto oco, e o topo sustentado apenas pelas constantes erupções de lava. Quando esta lava começou a ser expelida, por buracos formados nas paredes do vulcão, o topo perdeu sua sustentação e implodiu, formando a caldeira, cuja borda perfeita tem uma altitude de 2 100 metros.

Nos 3% de área de conservação de vida selvagem em Ngorongoro, habita principalmente a tribo Masai, um povo guerreiro e destemido que convive harmoniosamente com os animais. A caldeira de Ngorongoro é um local muito bonito e foi até chamada de “a oitava maravilha do mundo”, por alguns naturalistas. São mais de 30 mil animais: uma Arca de Noé esculpida em solo vulcânico.

Uma “cidade” bastante improvável

Acredite ou não, existem pessoas que moram nos lugares mais improváveis. Alguns desses são os moradores da ilha vulcânica de Aogashima, no Japão. Aogashima faz parte do arquipélago de Izu, que está localizado a 200 milhas ao sul de Tóquio, no Mar das Filipinas. A ilha e seus 200 habitantes (aproximadamente) são parte do Japão e administrados por Tóquio. 

A ilha é bastante conhecida por ter um vulcão ativo dentro de uma grande caldeira externa.

A pesca e a agricultura são algumas das atividades mais comuns. Chegar lá não é muito fácil: A ilha só pode ser alcançada por balsa ou por helicóptero. A última erupção aconteceu em 1785, mas os estragos foram grandes: foram 4 anos de atividade intensa do vulcão, culminando com a morte de cerca de 130 pessoas.

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