A cratera vulcânica é a
parte mais visível de um vulcão. Basicamente, é
uma ruptura da superfície por onde o magma sob alta pressão chega a atmosfera.
Uma cratera pode ter grandes dimensões e ser muito profunda.
Por
vezes acontece que na parte superior de muitos vulcões se formam depressões de
dimensões muito maiores do que as dimensões das crateras, e que correspondem ao
afundamento da parte central do vulcão, após fortes erupções em que grandes
quantidades de magma são rapidamente expelidas, ficando um vazio na câmara
magmática. Estas depressões tomam o nome
de caldeiras. Em alguns casos, essas regiões passam a ser ocupadas por uma
grande variedade de animais e vegetais, ou pela própria sociedade.
Uma Arca de Noé esculpida em solo vulcânico
Ngorongoro é a maior caldeira vulcânica inativa do mundo,
com 18 quilômetros de diâmetro e área de 260 km2. Localizada no norte da Tanzânia, entre o Monte Kilimanjaro (pico culminante da
África, com 5 895 metros) e o Lago Vitória (o
maior lago da
África e um dos maiores do mundo), a caldeira faz parte da área de conservação
ambiental de Ngorongoro, sendo uma parte das
savanas africanas, com lagos, arbustos, pântanos e milhares de animais
selvagens.
A caldeira
de Ngorongoro surgiu
há 2,5 milhões de anos, quando o vulcão que
existia naquele local desabou. Esse vulcão tinha
altura quase igual à do Monte Kilimanjaro. Seu interior, porém, era um tanto
oco, e o topo sustentado apenas pelas constantes erupções de lava. Quando esta
lava começou a ser expelida, por buracos formados nas paredes do vulcão, o topo perdeu sua sustentação e implodiu,
formando a caldeira, cuja borda perfeita tem uma altitude de 2 100 metros.
Nos
3% de área de conservação de vida selvagem em Ngorongoro, habita principalmente a tribo Masai, um povo guerreiro e destemido que convive
harmoniosamente com os animais. A caldeira de Ngorongoro é um local
muito bonito e foi até chamada de “a oitava maravilha do mundo”, por alguns naturalistas. São mais de 30 mil animais: uma Arca de Noé
esculpida em solo vulcânico.
Uma “cidade” bastante improvável
Acredite
ou não, existem pessoas que moram nos lugares mais improváveis. Alguns desses
são os moradores da ilha vulcânica de Aogashima, no Japão. Aogashima faz parte do
arquipélago de Izu, que está localizado a 200 milhas ao sul de Tóquio, no Mar das
Filipinas. A ilha e seus 200 habitantes (aproximadamente) são parte do Japão e administrados
por Tóquio.
A ilha é bastante conhecida por ter um vulcão ativo dentro de uma
grande caldeira externa.
A pesca e a agricultura são algumas das atividades mais comuns. Chegar
lá não é muito fácil: A ilha só pode ser alcançada por balsa ou por helicóptero.
A última erupção aconteceu em 1785, mas os estragos foram grandes: foram 4 anos
de atividade intensa do vulcão, culminando com a morte de cerca de 130 pessoas.
Um comentário:
Olá amigo. Acredito que existe uma caldeira maior localizada na Ásia.
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