sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Como funciona a Escala Richter


A Escala Richter é o método mais conhecido para calcular a magnitude das vibrações de terremotos. Ela foi criada em 1935 pelo sismólogo estadunidense Charles F. Richter (foto ao lado), que estudava esse fenômeno pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia.

Nessa escala, a magnitude de um terremoto é determinada por um logaritmo aplicado à amplitude de ondas registradas por sismógrafos. Isso significa que os números na escala são de base 10. Por exemplo, um terremoto que mede 4.0 na escala Richter é 10 vezes maior de um que mede 3.0.

A fórmula utilizada é ML = logA - logA0, onde:
A = amplitude máxima medida no sismógrafo
A0 = uma amplitude de referência.

O gráfico obtido num sismógrafo indica as características das diferentes propagações das ondas sísmicas. Esse gráfico chama-se sismograma.


Um sismograma, em período de calmaria sísmica, apresenta o aspecto de uma linha reta com apenas algumas oscilações. Quando ocorre um tremor, os registros tornam-se mais complexos e com oscilações bastante acentuadas, mostrando a amplitude das diferentes ondas sísmicas.

No passado, os sismogramas eram registrados em tambores de papel rotativos. Alguns usavam canetas em papel comum, enquanto outros utilizavam raios de luz expostos a papel fotossensível. Atualmente, praticamente todos os sismógrafos registram a informação de forma digital, de modo a fazer uma análise automática mais facilmente. 


O total alcançado por um terremoto na escala Richter pode ser expresso em números e frações decimais. Cada número inteiro indica que a quantidade de energia liberada naquele fenômeno foi 31 vezes maior que a liberada no patamar anterior. A escala Richter, portanto, não possui um limite máximo.


O poder de destruição de um terremoto não está relacionado apenas à sua magnitude, ou seja, nem sempre um sismo de maior magnitude será mais destrutivo que um de menor magnitude. Vários fatores influenciam nesse fenômeno: profundidade do hipocentro (ponto interior onde ocorre a fratura principal), a distância entre o ponto e o epicentro (local onde é registrada a maior magnitude dos abalos), as condições geológicas e a estrutura de engenharia dos edifícios atingidos.

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