Amigos e amigas do blog, desculpem a demora nas respostas para seus comentários, e pelo meu recente afastamento, não atualizando o mesmo com novos conteúdos. Estou cuidando da saúde dos meus pais. Meu pai já recebeu alta, mas minha mãe inda está internada em estado delicado, e passo muito tempo no hospital acompanhando a mesma, há dois meses, longe de redes sociais e eventualmente do meu trabalho também.

Peço a todos orações pela recuperação deles!

Um grande abraço!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Atlas do Divertimento Geográfico

"O caráter é como uma árvore e a reputação como sua sombra. A sombra é o que nós pensamos dela; a árvore é a coisa real."

Abraham Lincoln

Os mapas estão presentes em nossas vidas e, embora muitos ignorem sua importância ou seu próprio uso, podem ser encontrados em livros, jornais, jogos, programas televisivos ou mesmo em aplicativos de aparelhos de telefonia móvel.

Apesar da difusão promovida pelo avanço dos meios de comunicação, o grande desafio continua sendo despertar o interesse  pela cartografia e pelo uso prático e correto dos mapas.

Vale destacar o valoroso esforço de professores no intuito de despertar esse interesse. Atividades práticas e idéias criativas são desenvolvidas por professores em sala de aula, mostrando aos seus alunos o quão úteis e fascinantes são os mapas e a própria Geografia.

Na postagem de hoje, gostaria de comentar sobre uma peculiar forma de estimular a curiosidades nos jovens estudantes do século XIX, interessados em informações geográficas da época.

Trata-se do "Atlas do Divertimento Geográfico". Na verdade correspondia a um livro composto por doze mapas antropomórficos de países europeus. O Atlas foi publicado em 1868, em Londres, por William Harvey, usando o pseudônimo de "Aleph".

Ele fazia o uso de figuras humanas com tons humorísticos para representar os países. Valendo-se de muitos estereótipos, os corpos dessas figuras eram traçados para se assemelhar à forma dos países correspondentes, marcando suas fronteiras naturais ou políticas.

Observe os mapas dos países apresentados aqui no blog e compare com aspectos culturais e geopolíticos das mesmas regiões..

























Você vai perceber que figuras ilustradas nesse Atlas, são um lembrete de quão maleáveis ​​e artificiais são as fronteiras que marcam a Geopolítica ao longo da História. As fronteiras nacionais, na medida em que conflitos internacionais ocorrem, mudam ao longo do tempo ou desaparecem completamente. No contexto em que Atlas foi publicado, por exemplo, a Prússia ainda existia, a Itália aprece como uma figura revolucionária (lembrando o período de sua unificação) e o Império alemão ainda nem se formara. 

Se familiarizar com mapas e aprender Geografia desenvolve inteligência espacial e, com um pouco de imaginação, pode ser bastante divertido.

Até a próxima, e saudações geográficas!

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